O
ex-governador do Rio Anthony Garotinho deixou o Complexo Penitenciário de
Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, por volta das 20h30 de quinta-feira
(21). A libertação ocorreu após a determinação de quarta-feira (20) do ministro
Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
À saída do presídio, ele
foi recebido por um grupo de seguidores e parentes, que festejaram sua
liberdade. De acordo com o advogado de Garotinho, Carlos Azeredo, o
ex-governador seguiria para a residência no bairro do Flamengo, na zona sul da
cidade.
A Secretaria Estadual de Administração
Penitenciária (Seap) confirmou que o presidente do PR, Antônio Carlos
Rodrigues, e Fabiano Rosas Alonso, investigados no mesmo inquérito, também
seriam liberados quinta-feira.
Os três estavam presos
por determinação do Juízo Eleitoral de Campos dos Goytacazes, município do
norte fluminense e reduto eleitoral de Garotinho e de sua esposa, a também
ex-governadora Rosinha Garotinho, presa na mesma operação. Os dois são acusados
de corrupção e organização criminosa. A investigação aponta para recebimento de
verbas envolvendo o grupo JBS e contratos para prestação de serviço na área de
informática.
Rosinha, por sua vez,
saiu do presídio no dia 30 de novembro, com liberdade restrita, que inclui
recolhimento noturno e tornozeleira eletrônica.
Gilmar Mendes atendeu a
pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho e avaliou “não
haver requisitos” para a prisão preventiva do ex-governador.
“Como se observa, nesta primeira parte da decisão, o TRE
simplesmente relata o modus operandi dos alegados crimes praticados
[organização criminosa, corrupção passiva, extorsão e lavagem de dinheiro], sem
indicar, concretamente, nenhuma conduta atual do paciente que revele,
minimamente, a tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica,
a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal”.
Fonte:Jornal do Brasil

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