Dono
e sócio de empresas de ônibus, Jacob Barata Filho e o ex-presidente da
Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio
(Fetranspor), Lélis Teixeira, deixaram a Cadeia Pública José Frederico Marques,
em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. O alvará de soltura foi recebido
no fim da noite e por volta das 23h ambos deixaram a prisão, confirmou hoje (3)
a Secretaria de Administração Penitenciária.
Os investigados foram
beneficiados por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), na sexta-feira (1). A defesa de Barata elogiou a decisão do Supremo e
afirmou que a determinação do ministro “comprova que o STF é o guardião
maior das garantias individuais".
Solto
pela terceira vez
Esta é a terceira vez que Gilmar manda soltar
Barata. Em agosto, o ministro deu habeas corpuspara o
empresário, conhecido como "Rei do Ônibus", derrubando decisões do
juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio e responsável pela 1ª
instância da Lava Jato.
Gilmar Mendes considerou que as ordens de
prisão preventiva confrontavam habeas corpusque já
havia sido deferido anteriormente, por ele mesmo, ao empresário.
“Tenho que a decisão do juízo de origem sugere o propósito de
contornar a decisão do STF. Dado o contexto, é viável conceder ordem de ofício,
suspendendo a execução de ambos os decretos de prisão em desfavor do paciente.
Tenho que o contexto impõe a desconstituição da decisão que decretou a nova
prisão preventiva. Ante o exposto, revogo a prisão preventiva decretada”,
escreveu o ministro em sua decisão sobre Barata, praticamente repetindo o
argumento na decisão sobre Lélis.
Barata e Lelis foram
presos no dia 14 de novembro, na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava
Jato, que investiga o pagamento de propinas pelas empresas de transporte a
políticos.
Os dois foram levados
para a Cadeia Pública José Frederico Marques, onde também estão o ex-governador
Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
(Alerj), Jorge Picciani, além de outros políticos e assessores do grupo
político do PMDB fluminense.
Fonte: Jornal do Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário