A
Coreia do Sul, sétima maior compradora do país, anunciou a suspensão proibição
temporária de venda de produtos de frango da BRF, das marcas Sadia e
Perdigão. O país, contudo, intensificou a fiscalização do produto brasileiro.
China, União Europeia e
Chile também anunciaram restrições à carne brasileira na segunda-feira (20). O embargo foi decidido um
dia após a reunião de Michel Temer com embaixadores dos principais importadores
da carne brasileira.
Depois do anúncio das
restrições, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou a
suspensão da licença de exportação de 21 plantas de frigoríficos sob
investigação na operação Carne Fraca, deflagrada na semana passado, mas afirmou que continuará a
permitir a venda dos produtos no mercado interno.
“[A restrição seria] um desastre. Com toda
certeza, um desastre, porque a China é um grande importador nosso. A Comunidade Europeia,
além de ser o nosso segundo ponto de importação, é também o nosso cartão de
visitas”, ressaltou o ministro à imprensa.
“Quem vende para Europa vende para muitos
países que, muitas vezes, nem pedem fiscalização nossa, pois sabem que temos um
sistema bom. Eu torço, eu rezo, eu penso, eu trabalho para que isso não venha a
acontecer”, completou Maggi.
Para o ministro, a
preocupação com o mercado externo se deve à dificuldade de reabertura caso haja
alguma medida mais rígida. “Uma vez que haja o fechamento de um mercado desses,
para reabrir, serão muitos anos de trabalho. A nossa preocupação neste momento
é não deixar sem resposta todos os pedidos de informação que o mercado
internacional está nos pedindo”, disse Maggi.
A China, segunda maior
compradora de carne do Brasil, não desembarcará as carnes importadas do
Brasil e recomendou a importadores que mantenham qualquer produto sem inspeção
em depósitos.
Porta-voz da União
Europeia destacou em evento em Bruxelas, nesta segunda-feira, que o
grupo está em "processo" de garantir que as empresas implicadas nas
investigações tenham importação suspensa. Ele não deu prazos para a conclusão
deste processo, mas pediu que os países-membros da UE fiquem vigilantes em
relação à carne brasileira.
Segundo Maggi, a União
Europeia suspendeu a entrada, nos países que compõem o bloco, de carne de
quatro frigoríficos sob investigação na operação. “A Comunidade Europeia já
comunicou oficialmente que não tomará nenhuma atitude contra o Brasil, a não ser
sobre as 21 plantas que estão sob suspeita sendo investigadas.”
Maggi informou também que
o Egito comunicou a pasta sobre a possibilidade de suspender as compras de
carne brasileira e que a Rússia observa a reação da União Europeia.
fonte Jornal do Brasil

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