Deputados aliados ao
presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge
Picciani (PMDB), articulam uma forma de evitar a prisão do parlamentar, cujo
pedido de prisão do Ministério Público Federal (MPF) será julgado nesta
quinta-feira (16) pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
A estratégia tem como base a decisão recente do Supremo Tribunal
Federal (STF) que, ao julgar o pedido de prisão do senador Aécio Neves
(PSDB-MG) feito pela Procuradoria-Geral da República, decidiu que caberia à
Casa à qual pertence o parlamentar a palavra final sobre pedidos de prisão e
medidas cautelares.
Além de Picciani, o MPF pediu a prisão dos deputados Paulo
Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB).
A Operação Cadeia Velha
apura o uso da presidência e outros postos da Alerj para a prática de
corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A
petição do MPF, com 232 páginas, resulta de investigações feitas há mais de
seis meses, que incluíram quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático,
acordos de leniência e de colaboração premiada, além de provas obtidas a partir
das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final.
Os investigados com prisão preventiva decretada são os
empresários Lélis Teixeira, Jacob Barata Filho e José Carlos Lavouras,
investigados na Operação Ponto Final, além de Jorge Luiz Ribeiro, Carlos Cesar
da Costa Pereira e Andreia Cardoso do Nascimento. Os presos temporários são
Felipe Picciani, Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio
Cardoso do Nascimento.
Fonte: Jornal do Brasil

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