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Governo do Rio realiza campanha para aumentar os estoques dos bancos de leite.
A Baixada Fluminense conta com as duas unidades administradas pelo Estado: no
Hospital da Mulher Heloneida Studart (HMulher), em São João de Meriti, e no
Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. As doações beneficiam muitos
bebês, especialmente aqueles internados em UTIs neonatais, que se recuperam
mais rapidamente.
"Existem mulheres que pensam que se doar o leite, faltará
para o seu bebê. Isso é um mito. Ela vai doar o que está sobrando. Primeiro,
seu bebê mama; depois, ela faz a ordenha para a doação. E quanto mais a mama é
esvaziada, maior é a possibilidade de produção, porque o organismo será
estimulado a produzir mais" disse Philippe Godefroy, responsável pelo
Banco de Leite do Hospital da Mulher.
Outra ideia que atrapalha o processo é que muitas mulheres
imaginam que é preciso ir aos postos de coleta a cada doação. A lactante só
deve comparecer ao banco na primeira vez, para se cadastrar, fazer exames e
pegar os frascos para acondicionar o leite.
"Ela vai coletar o leite em casa, quantas vezes por dia
quiser, e vai congelá-lo. A cada dez dias, em um horário agendado, uma equipe
coletará os frascos e novas embalagens serão entregues à doadora" afirmou
o médico.
Cada bebê em UTI neonatal, o principal favorecido pelo banco,
consome entre 10 ml e 30 ml por vez. Ou seja, a cada 100 ml doados até dez
crianças podem ser ajudadas. Além de oferecer todos os nutrientes que o
recém-nascido precisa, o leite materno reduz em até 20% a mortalidade nos
primeiros meses de vida.
fonte:jornal do Brasil

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