O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo
Crivella, disse nesta segunda-feira (25) que vai levar secretários à Rocinha na
tarde desta terça-feira (26) para encontrar lideranças comunitárias e tratar de
obras e reformas na comunidade. Para o prefeito, a presença da polícia e das
Forças Armadas permitirá que intervenções urbanas sejam feitas na área.
“Agora, nada nos impede”,
disse Crivella, que mencionou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, a Rio
Luz, a Rio Águas e a Secretaria Municipal de Conservação entre as instituições
que participarão do encontro.
“Marcamos para amanhã
[terça-feira] à tarde uma reunião com todos os secretários na Rocinha para
retomarmos as reformas, as obras que estávamos para fazer e, por causa da
violência que havia lá e da iminência de tiroteios, ficaram atrasadas.”
Crivella também comentou a entrevista que deu
a uma rádio comunitária da Rocinha em que mencionou a ideia de criar um serviço
telefônico para que moradores denunciem episódios de truculência durante a
ocupação da comunidade.
“Já estou falando com o
Iplan [empresa municipal de tecnologia da informação] e com o 1746 [serviço
telefônico de atendimento da prefeitura] para tratarmos disso”, disse Crivella,
que contou ter ouvido relatos de truculência policial durante a ocupação da
comunidade. “É muito importante que haja um canal com o Poder Público para que
eles possam falar”, acrescentou.
Sede de uma Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) desde 2012, a Rocinha registrou intensos tiroteios
desde 17 de setembro, quando grupos criminosos rivais entraram em confronto
pelo controle da comunidade. A Polícia Militar ocupou a Rocinha na
segunda-feira (18) e recebeu o reforço das Forças Armadas na última sexta-feira
(22). Os militares do Exército atuam no patrulhamento no entorno da comunidade,
enquanto policiais do Comando de Operações Especiais agem dentro do território.
Fonte:Jornal do Brasil

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